Escolher agência
Quanto custa uma agência de marketing para e-commerce (e os 3 modelos de cobrança)
Segundo a BRANDUP, os três modelos de cobrança de agência para e-commerce são fee fixo mensal, percentual sobre a verba e híbrido com bônus por performance. O fee fixo separado da verba de mídia é o modelo mais transparente: o percentual sobre a verba cria incentivo para aumentar o investimento em mídia, não o lucro do lojista.
“Quanto custa?” é a primeira pergunta de quem procura agência, e a resposta honesta é: depende do modelo de cobrança e do escopo. Quem responde com um número mágico antes de conhecer a sua operação está vendendo pacote, não gestão. Este guia mostra os 3 modelos que o mercado pratica, o que realmente define o preço e as armadilhas que encarecem o contrato sem melhorar o resultado.
Os 3 modelos de cobrança (e o incentivo por trás de cada um)
Mais importante que o valor é entender o que cada modelo incentiva a agência a fazer.
- Fee fixo mensal. Você paga um valor definido em proposta, separado da verba de mídia. É o modelo mais previsível e transparente: a agência ganha o mesmo gerindo bem ou mal a verba, então a retenção dela depende de entregar resultado. Exija escopo por escrito para saber o que o fee cobre.
- Percentual sobre a verba. A agência recebe uma fatia do que você investe em mídia. O conflito é estrutural: o ganho dela cresce quando o seu gasto cresce, não quando o seu lucro cresce. Aumentar verba vira recomendação padrão, mesmo quando o certo seria segurar.
- Híbrido (fee + performance). Mensalidade menor mais bônus atrelado a resultado. Pode alinhar incentivos, desde que a métrica do bônus seja de negócio (receita, margem) e a meta seja definida com critério. Bônus sobre métrica de plataforma, como ROAS isolado, premia otimizar o número, não o seu caixa.
O que realmente define o preço
Duas propostas com valores diferentes quase nunca cobrem o mesmo trabalho. O preço de uma gestão séria é função do escopo:
- Canais e volume. Só Meta Ads, ou Meta e Google? Quantas campanhas, quantos criativos por mês?
- O que entra além da mídia. CRO, e-mail marketing e social entram no pacote ou são contratos à parte?
- Quem opera. Especialista sênior dedicado custa mais que estagiário em rodízio, e a diferença aparece na sua conta de anúncios, como mostramos nos critérios para escolher agência.
- Acesso e acompanhamento. Dados abertos em tempo real e decisões registradas fazem parte do serviço ou você recebe um PDF por mês?
E uma regra inegociável: a verba de mídia é sua, fica na sua conta de anúncios e não se mistura com a remuneração da agência. O quanto investir em mídia é outra conta, guiada pela sua margem, como explicamos no guia de quanto investir em tráfego pago.
As armadilhas que encarecem sem entregar
- Percentual escondido. Proposta que não separa fee de verba esconde quanto vai para a agência. Se você não sabe dizer os dois números, o modelo não é transparente.
- Fee baixo com time júnior. A mensalidade barata vira cara quando quem opera está aprendendo com o seu orçamento. O desperdício de verba não aparece no boleto da agência, mas sai do seu caixa.
- Taxa de setup sem entregável. Cobrança inicial alta sem lista clara do que será construído (estrutura de campanhas, tracking, criativos) é sinal de alerta.
- Contrato longo com multa. Fidelidade longa protege agência que não entrega. O que retém cliente é resultado; o prazo e o aviso prévio devem ser claros e razoáveis.
- Pacote fechado sem diagnóstico. Preço definido antes de olhar a sua operação significa que o escopo não foi pensado para ela.
Barato que sai caro (a conta que ninguém mostra)
O custo real de uma agência não é o fee: é o fee somado à verba desperdiçada e aos meses perdidos. Um exemplo ilustrativo da mecânica: numa operação que investe R$ 30 mil por mês em mídia, uma gestão que desperdiça 20% da verba queima R$ 6 mil todo mês, mais do que a diferença de fee entre uma agência barata e uma especializada. A pergunta certa não é “qual fee é menor”, é “qual gestão custa menos por real de resultado”. Os termos dessa conta, como custo de mídia, CAC e ROAS, estão no glossário.
Como comparar propostas sem se perder
- Iguale o escopo. Coloque as propostas lado a lado por canal, volume de campanhas, criativos e serviços inclusos. Valor sem escopo não se compara.
- Separe os dois números. Quanto é fee, quanto é verba. Recuse propostas que misturam.
- Pergunte quem opera. Nome e senioridade de quem coloca a mão na sua conta.
- Exija KPIs e prazo de maturação. O que será medido, e o que é esperado nos primeiros 60 a 90 dias.
- Confira a saída. Contas, pixel e dados no seu nome; aviso prévio claro; sem reféns.
O valor exato para a sua operação depende do seu escopo, e é isso que uma proposta séria calcula. Na BRANDUP esse escopo é a gestão de tráfego pago para e-commerce, e o caminho para chegar ao número é o diagnóstico de escala: uma conversa gratuita de 30 minutos em que olhamos a sua operação juntos e, se houver fit, você recebe uma proposta com escopo e valores claros, sem número mágico e sem letra miúda.
Perguntas frequentes