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Relatório de agência de tráfego: o que exigir (e o que cada métrica significa)
Segundo a BRANDUP, um relatório de agência de tráfego para e-commerce só é útil quando conecta cada métrica a uma decisão: não basta mostrar ROAS e CAC, é preciso explicar o que foi decidido a partir deles e qual o efeito no caixa. Relatório que só exibe números, sem decisão, é enfeite.
“O relatório que recebo não me diz nada.” É a frase mais comum de quem já contratou agência de tráfego para e-commerce. O problema quase nunca é falta de números: é excesso de números sem decisão. Um bom relatório não é um painel bonito, é uma ferramenta que responde três perguntas: o que aconteceu, por que aconteceu e o que vamos fazer sobre isso.
O que um bom relatório precisa ter
- Resultado em dinheiro antes de resultado em percentual. Faturamento gerado e margem vêm antes de ROAS. Percentual sem valor absoluto esconde tamanho.
- Comparação com período anterior. Número solto não diz nada; número comparado conta uma história.
- Decisão registrada. O que foi pausado, o que foi escalado, o que foi testado e por quê.
- Próximo passo. Todo relatório termina com um plano, não com um “seguimos monitorando”.
O que cada métrica significa de verdade
ROAS (retorno sobre o investimento em anúncios)
Receita dividida pelo valor investido em mídia. Útil, mas perigoso sozinho: um ROAS alto em produto de margem baixa pode dar prejuízo, e um ROAS “baixo” em produto de margem alta pode ser ótimo. ROAS sem margem ao lado é meia informação.
CAC (custo de aquisição de cliente)
Quanto custa transformar um desconhecido em cliente pagante. É a métrica que decide se você pode escalar: se o CAC sobe mais rápido que o ticket, a escala destrói margem.
CPA (custo por aquisição/ação)
Custo de uma conversão específica (compra, lead, carrinho). Diferente do CAC porque nem toda conversão é um cliente novo. Útil para otimizar campanha, insuficiente para julgar negócio.
Taxa de conversão
Percentual de visitantes que compram. Onde o dinheiro do tráfego é ganho ou perdido: dobrar a conversão tem o mesmo efeito que dobrar o tráfego, sem gastar mais em mídia. Por isso CRO faz parte do Método Previsível.
Ticket médio e LTV
Ticket médio é quanto o cliente gasta por compra; LTV é quanto ele gasta ao longo do relacionamento. Sem olhar LTV, você subvaloriza cada cliente e paga de menos para adquiri-lo, perdendo escala para concorrentes que enxergam o valor completo.
Como saber se o seu relatório é enfeite
Faça um teste simples: pegue o último relatório e procure a decisão. Se você encontra métricas mas não encontra “por isso fizemos X” e “o próximo passo é Y”, o relatório é enfeite. Uma agência que decide com dado deixa a decisão visível, e idealmente deixa o dado aberto em tempo real, como no Painel BRANDUP.
Se o seu relatório atual não passa nesse teste, vale avaliar quando trocar de agência (e quando o problema não é a agência), ou pedir um diagnóstico de escala para ter uma leitura externa e honesta da sua operação.
Perguntas frequentes